É uma vitamina hidrossolúvel que faz parte da família de vitaminas do complexo B e está envolvida na transformação de proteínas, gorduras e carboidratos em combustível para o corpo. Encontrada em estado natural em muitos alimentos, a riboflavina também é adicionada a pães enriquecidos e a cereais.
Ela é importante na produção do hormônio tireoidiano, que acelera o metabolismo e ajuda a assegurar um suprimento estável de energia. A vitamina B2 ou riboflavina também ajuda o corpo na produção de células imunológicas para o combate a infecções; ela atua juntamente com o ferro na produção das hemácias do sangue, que transportam oxigênio para todas as células do corpo.
A Riboflavina produz substâncias que auxiliam os antioxidantes potentes, como a vitamina E, na proteção das células contra o dano provocado pelos radicais livres. Ela é essencial para a manutenção e reparo dos tecidos. Acelerando a atividade antioxidante, a riboflavina protege muitos tecidos corporais - principalmente os cristalinos dos olhos. Ela pode, portanto, ajudar a prevenir a formação de cataratas, as opacidades leitosas no cristalino que dificultam a visão de tantas pessoas idosas.
Vitamina B6 ou piridoxina
É provável que esse nutriente esteja envolvido em mais processos corporais do que qualquer outra vitamina ou mineral. As pesquisas indicam que 1/3 dos adultos - e metade das mulheres - não obtém quantidades suficientes dessa vitamina a partir de refeições diárias.
A vitamina B6 desempenha mais de 100 funções corporais, muitas vezes ao dia. Ela atua principalmente como uma coenzima, uma substância que age juntamente com as enzimas para acelerar as reações químicas nas células. Ela atua na formação das hemácias sanguineas, ajuda as células na produção das proteínas, desenvolve as substâncias químicas cerebrais (neurotransmissores), como a serotonina, e libera as formas de energia armazenadas.
Existem evidências de que a vitamina B6 é importante na prevenção e no tratamento de muitas doenças, inclusive doença cardiovascular, asma e síndrome do túnel do carpo.
A falta de vitamina B6 contribui para o estresse e a ansiedade.
Vitamina B12
Apesar dessa vitamina estar presente na alimentação da maioria das pessoas, após os 50 anos alguns têm uma capacidade limitada de absorver a vitamina B12 a partir dos alimentos. Níveis baixos de ácido gástrico ou uma quantidade inadequada do fator intrínseco - ambas as situações que ocorrem com o decorrer da idade - podem causar deficiências.
A vitamina B12 é essencial para a replicação celular, sendo particularmente importante para a produção de hemácias sanguíneas. Ela mantém o revestimento protetor ao redor dos nervos (mielina), auxilia na conversão dos alimentos em energia e desempenha uma função fundamental na produção de DNA e RNA, o material genético contido nas células.
Em decorrência dos efeitos benéficos sobre os nervos, a vitamina B12 pode ajudar a previnir muitas doenças neurológicas, bem como o entorpecimento e a rigidez das extremidades do corpo frequentemente associados ao diabetes. Também é útil no tratamento da esclerose múltipla, uma doença que envolve a destruição dessa camada nervosa. Além disso, ela também pode ser importante no tratamento da depressão.
Niacina ou Vitamina B3
Essa vitamina tem estado em evidência como um agente redutor do colesterol que compete em eficácia com alguns medicamentos prescritos. A niacina, em suas várias apresentações, também parece ser promissora na prevenção e no tratamento da depressão, da artrite e muitas outras enfermidades.
O organismo também pode produzir niacina, convertendo o aminoácido triptofano (encontrado em ovos, leites e aves) na vitamina.
A niacina relaxa os vasos sanguíneos e, assim, é útil para os problemas circulatórios como cãibras, doença de Raynaud ( que se caracteriza por insensibilidade e dor frequente nas mãos ou pés quando expostos ao frio).
Ácido Fólico ou folacina
Essa vitamina do complexo B foi identificada pela primeira vez na década de 1940, tendo sido extraída do espinafre.
Como o organismo não consegue armazená-la por muito tempo, é preciso repô-la diariamente. O cozimento ou o armazenamento por longos períodos pode destruir até metade do ácido fólico existente nos alimentos, de modo que os suplementos podem ser a melhor maneira de se obter o suficiente desse nutriente vital.
Pode reduzir em quase 50% o número de crianças que nascem com defeitos congênitos comuns e, possivelmente, impedir cânceres.
No organismo, o ácido fólico é utilizado milhares de vezes ao dia para "fabricar" células sanguíneas, curar ferimentos, "produzir" músculos.
O ácido fólico é fundamental para a formação de DNA e RNA e garante que as células se dupliquem normalmente. É importante sobretudo no desenvolvimento fetal. Níveis adequados de ácido fólico por ocasião da concepção e durante os três primeiros meses de gravidez reduzem bastante o risco de defeitos congênitos graves, inclusive espinha bífida.
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